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Publicado em 25/01/10 às 18:13

Secretário de Saúde do Paraná elogia mapa de dengue de Maringá

da Redação do M24 com informações da PMM

O secretário de Saúde do Paraná, Gilberto Martin, elogiou o mapa da dengue de Maringá, um material de campanha que mostra a infestação do mosquito Aedes aegypti em cada bairro do município. Martin esteve nesta segunda-feira (25), em Sarandi, para lançar a Caravana Contra a Dengue. “O mapa é uma ferramenta importante porque chama a atenção e desperta a sensibilidade das pessoas em combater o mosquito”, afirmou o secretário.

O mapa apresenta o índice de infestação predial de cada região da cidade, de acordo com os números do último levantamento realizado em Maringá de 4 a 8 de janeiro. “O índice geral de infestação é quatro vezes acima do aceitável e o mapa é mais uma ferramente na campanha de combate à água parada que exige a participação de todo mundo”, afirma o secretário de Saúde de Maringá, Antônio Carlos Nardi. O mapa será fixado em postos de saúde, escolas públicas e privadas e locais de concentração popular.

Para o secretário Gilberto Martin, a idéia do mapa segue as campanhas contra a gripe A, de mobilização da sociedade contra a doença. Martin afirmou durante a solenidade de lançamento da Caravana Contra a Dengue, que se a população de algumas cidades demorar para agir contra o mosquito, existe um grande risco de epidemias de dengue, inclusive com o tipo hemorrágico, “que mata”.

A Caravana Contra a Dengue envolve os 22 municípios com maiores índices de infestação. “Em algumas cidades o índice é de 24%, e em mais de 40 acima de quatro por cento, o que representa sérios riscos para os moradores”, alertou. Martin reforçou ainda que 90% dos focos são localizados em ambientes domésticos, seja em quintais ou residências, e em objetos que podem ser eliminados para não acumular água como pratos de vasos e resíduos.

O secretário do Estado explicou que a proposta da caravana é levar a campanha de forma intensiva para estes municípios, visitando casa a casa, mobilizando as pessoas e se necessário fazendo arrastões. “Precisamos da participação de todos”, resumiu. Ele lembrou também que a dengue é uma doença sem cura ou vacina de prevenção, e que pode matar. A única forma de acabar com a dengue, reforçou, é acabar com o mosquito.

Alerta

Maringá está fora da Caravana de Combate à Dengue, porém Martin alerta que a cidade está com o índice elevado, que exige também a mobilização da sociedade. “O índice geral de infestação de 3,8% de Maringá deixa o município em alerta”, disse. Mesmo fora da caravana, Maringá está integrada às demais campanhas de combate à dengue, que são realizadas desde o final do ano passado.

Depois do Natal e do Ano Novo sem Dengue, a Secretaria de Saúde do município realiza no momento as Férias sem Dengue e prepara a Volta às Aulas e o Carnaval sem Dengue. Nardi lembra que mesmo diante de campanhas ininterruptas há 10 anos ainda existem pessoas que deixam água parada dentro de casa, e que é preciso buscar meios de convencer toda a comunidade a participar.

As áreas mais críticas de Maringá, de acordo com o último levantamento de índice, conforme mostra o mapa, são os bairros Champagnat, Oásis e Pinheiros com 13,5%; Mandacaru, Hortência e Montreal com 7,2%; Alvorada, Alvorada II e III e Ebenezer com 5,4%; Cidade Nova, Cidade Jardim, Real e Laranjeiras com 4,2%; Aeroporto, Vila Nova, Porto Seguro, Cidade Alta e Tarumã com 4,1%; Alvorada III, Morangueira e Lea Leal também com 4,1% e Requião, Paulista, Karina, América e Parigot de Souza com 3,6%. Todas áreas de alto risco.

Com médio risco aparecem os bairros Borba Gato, Itaipu e região da Cocamar com 2,8%; Centro com 2,8%; Operária e Zona 8 com 2,5% e Zonas 4 e 7 com 2%; Grevíleas, Herman Moraes de Barros, Quebec e Posto Duzentão com 1,7%; Iguatemi, Santa Terezinha e São Domingos com 1,6%; e Parque da Gávea, Cemitério, com Zona 5, Fim da Picada e região com 1,3%.